O filósofo de um mundo caduco
Tomei a liberdade de parafrasear para titulo desse texto um poema de Carlos Drummond de Andrade.
Venho aqui hoje para lhes apresentar uma sociedade caduca. Sim, sou um filósofo num mundo caduco, onde não há mais tempo para a contemplação.
Não há mais tempo para se espantar, é tudo tão cotidiano, tudo tão rápido que o mundo se tornou banal. Tudo se tornou vazio e desbotado, empalidecido como a bruma vespertina. As nuances se apagaram, o mundo envelheceu.
O mundo envelheceu e parece que os filósofos envelheceram junto. Mas o que dizer para aqueles que ainda estão por vir?
É preciso uma filosofia do cotidiano, que fale baixinho ao ouvido das pessoas, que atinja àqueles que não tem tempo para a contemplação. Uma filosofia rápida, e direta. Contemplar é luxo de poucos aristocratas, desde a Grécia até aqui.
Uma filosofia do cotidiano se faz necessária para um mundo caduco, um mundo doente, e promete, assim, a ajudar a desapertá-lo de seu estado de coma.