Futuro incerto, caminhos tortuosos, altas escaladas por cumes nunca dantes escalados. Tenho um amigo que quer ser como nós. “Esse vai ser o novo Aristóteles” – Exclamava um professor de outrora.
Quando nasceu, um anjo torto desses que vivem nas sombras lhe disse para ser gauche na vida. E o que fazer senão aceitar a destino dos deuses? O inexorável destino que nos leva até o fim, mesmo que de saída entorte nossa estrada.
Meu amigo vai até o fim, carregando consigo um enorme medo de cair e fracassar por qualquer fadiga ou sinal de palpitação. Sim, aquele garoto que talvez você nem se lembre, vai como um andarilho em companhia da própria sombra.
Seu medo e sua coragem dançam como crianças. Bailarinos na corda bamba sob luzes de ribalta.
A idéia de um filósofo enfermo, pegando um trem rumo a uma cidade desconhecida, com grandes chances de se perder, carregando consigo um livro na mão, não é lá muito original, mas possui um inquestionável gosto de liberdade!
"Ciência, arte e filosofia se vão fundindo tanto em mim que algum dia certamente ei de parir centauros"
Tenho um amigo que quer ser como nós
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