Hoje ao abrir a geladeira, deparei com uma coisa que me deixou no mínimo perplexo: um bife de soja.
Depois da era light e diet, parece que hoje a nova moda é zero e de soja.
No supermercado está cheio dessa gente ‘politizada’ que consome produtos de soja e come temaki, por que comer temaki é super legal, ou comida chinesa, e, se for no shopping é uma coisa super cult. Tudo bem se de domingo você come no Burger King, só não deixe que alguém perceba.
Tomei a liberdade de nomear essa gente de galerinha cool. É uma nova espécie de gente que vem surgindo com o avanço cientifico.
É possível encontrar a galerinha cool em qualquer lugar, eles se reproduzem muito rápido, basta assistir ao fantástico que a cada domingo milhares de novos cools brotam como ervas daninhas e vão se proliferando de maneira abusiva.
A galerinha cool gosta de suco de soja e quando não, um refrigerante zero. São a vanguarda de uma nova geração saúde que a cultura moderna planta e vende em forma de bem – estar enlatado.
Essa cultura da saúde nasce de uma necessidade de esquecer – fazer com que esqueçamos – o fato de que o homem, e ainda acredito que eles existam, não é um animal feito para saúde. Oras, basta que um único organismo insignificante entre no seu corpo que pronto, você vai dessa para uma melhor. E falo aqui de um simples vírus, desses que existem por toda parte, que só tem uma única célula, e que não sabe fazer mais nada além de se reproduzir dentro de você.
Então, que animal saudável é esse, que tem de tomar uma pilha de remédios e vacinas quando nasce para não morrer? Que saúde é essa que se esvai no primeiro vírus que entra em seus pulmões? Um animal que vem morrendo desde o dia em que nasce.
Mas a galera cool não pensa assim. Ela recicla o lixo, escova os dentes de torneira fechada, entra em comunidades do greenpeace, apóia projetos sociais em prol das crianças da áfrica e não come fritura.
O shopping é cheio de produtos cool. Tem bolsa feita de garrafa pet, camisetas ‘save the planet’ e é claro: comida de soja. Do suco de laranja ao feijão.
A proliferação dos produtos à base de soja cresce – moda do momento, daquela galerinha cool – tanto, que receio um dia ter que comer uma mulher de soja.
Ai de mim!
"Ciência, arte e filosofia se vão fundindo tanto em mim que algum dia certamente ei de parir centauros"
E a mulher de soja?
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