Você já se sentiu culpado por ter feito algo que não devia, por ter tomado uma atitude que não ‘deveria’? Não é preciso ser nenhum filósofo para responder um pergunta dessas. Todos nós já sentimos culpa, alias, a todo instante. Ela é o cento da vida moral. É esse sentimento de culpa que nos devora a todo instante em forma de costume.
‘Não faça isso’, ‘não faça aquilo’ – ouvimos isso desde que viemos ao mundo. Mas então aonde começa essa imputação moral que nos algema no hábito do ‘bom cidadão’?
Essa idéia não é nova, e não surge com a igreja católica. Ela é muito mais antiga. Na Grécia antiga havia um filosofo grego chamado Aristóteles que afirmava que somo “causas – de – si”.
Diz Aristóteles em sua obra Ética a Nicômaco: “Nas coisas em que a ação depende de nós a não-ação também depende; e nas coisas em que podemos dizer não também podemos dizer sim. De tal forma que, se realizar uma boa ação depende de nós, também dependerá de nós não realizar má ação”. Em outras palavras, nossas virtudes e nossos vícios dependem unicamente do que fazemos.
Agora pode se perguntar o leitor: por que o livre arbítrio? Ora o que é o livre arbítrio senão a tentativa – bem sucedida – do moralista cristão de introduzir no sujeito a idéia de culpabilidade. A partir do momento em que digo que você é responsável, você automaticamente é promovido a culpado. Isso é fato.
São introduzidos pela moral judaico-cristã-ocidental conceitos como: causalidade, vontade própria, sujeito, subjetividade e etc. E não é por mera diversão. Esses conceitos vêm manipular o sujeito através do pior de todos os grilhões: a moral. Não há pior veneno para o forte do que a moral do fraco, a moral do ressentido. A única maneira que encontra de vencer o forte é através do sentimento de culpa.
O que vejo hoje são pessoas ressentidas, culpadas, arrasadas pela moral do fraco. Vejo lobos fracassados e cordeirinhos astutos.
"Ciência, arte e filosofia se vão fundindo tanto em mim que algum dia certamente ei de parir centauros"
Ah o livre arbítrio...
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